Dia Mundial da Diabetes

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b_300_200_16777215_00_images_Ano_letivo_19-20_1P_DMDiabetes.pngHoje, dia 14 de novembro, assinala-se o Dia Mundial da Diabetes.

Os tipos mais comuns são:
- Diabetes tipo 2 - Doença crónica que afeta a forma como o corpo processa o açúcar do sangue (glicose).
- Diabetes tipo 1 - Doença crónica em que o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina.
- Pré-diabetes - Condição em que o açúcar no sangue está elevado, mas não o suficiente para ser classificado como diabetes do tipo 2.
- Diabetes gestacional - Altos níveis de açúcar no sangue que afetam gestantes (grávidas).

O Agrupamento de Escolas de Ovar Sul resolveu marcar a data com um cartaz e um testemunho na primeira pessoa de uma das alunas diabéticas do nosso agrupamento, a quem agradecemos a partilha.
No Centro Escolar da Regedoura serão organizadas, à tarde, na Biblioteca, duas pequenas sessões para todos os alunos da escola sobre esta doença.

Testemunho na primeira pessoa:

Muitas pessoas têm uma ideia errada do que é a Diabetes Tipo 1, por isso, durante o dia, deparo-me com certas situações, como por exemplo, “Ai, a minha avó também é Diabética”; “Tu podes comer isso?! Não tem açúcar?!”; “Tu és diabética, não podes comer isso!”

Pois digo-vos que não é nada assim e, quando dizem isto a um diabético, pode magoar!

A Diabetes Tipo 1 é uma doença autoimune, caracterizada pela destruição das células beta (células produtoras de insulina). Esta destruição ocorre devido a um engano do organismo que as identifica como “corpos estranhos”. A sua resposta é uma ação autoimune. Em consequência desta resposta, a produção de insulina é cancelada, formando a Diabetes Tipo 1.
Quando isto acontece, o teu corpo precisa de tomar insulina para sobreviver e se manter saudável.

Mas como é que eu consigo sobreviver se o meu pâncreas não funciona?!

Para manter o meu corpo a trabalhar em sintonia, preciso de tomar injeções de insulina, estas injeções são administradas sempre que vou comer, ou quando tenho uma grande percentagem de glicose no sangue (percentagem de açúcar no sangue), consigo determinar essa percentagem, através de um glicómetro (medidor da glicose) composto por uma agulha para picar o dedo, um medidor e tiras de teste. Esta era a minha rotina há uns anos, concorri para a lista de espera da bomba infusora de insulina e, há cerca de dois a três anos para cá, submeti-me a este novo tratamento, que é, basicamente, ter um pequeno aparelho preso ao corpo por um tubo e um cateter.
Desde aí, a minha vida tornou-se muito mais simples.
Apesar de ser uma doença complicada, é preciso ter força para a encarar com um sorriso enorme!
Tens de viver um dia de cada vez, vivendo sempre ao máximo, para aproveitar tudo o que a vida tem para oferecer!

Afinal a vida aqui em baixo é muito curta para estar triste, não é?!

Carolina Miranda, 9ºC